A arte interpretativa de Constantin Sandu desenvolveu-se sob a influência dos seus mestres romenos - Sonia Ratescu, Constantin Nitu e, posteriormente, Constantin Ionescu-Vovu no Conservatório Superior de Musica “C. Porumbescu” de Bucareste - e de várias outras individualidades marcantes - Sequeira Costa, Dimitri Bashkirov, Helena Sá e Costa e Tânia Achot. A sua distinta personalidade artística alia o rigor e o respeito pelo texto musical a uma sensibilidade poética e a uma imaginação sonora cativantes.
Desde o seu debute com orquestra, aos 14 anos, tem desenvolvido uma intensa actividade de concertista, que se estende por um período de mais de três décadas, concretizada em centenas de concertos em vários países europeus e asiáticos, tendo recebido louvores por parte do público e da crítica da especialidade: “a sua personalidade sensível permite-lhe realizar uma interpretação muito pessoal e autêntica” (Piano Journal – Reino Unido); “músico de indubitável personalidade, (…) um magnífico sentido de cor e de ritmo, acompanhado por um inegável virtuosismo” (Diario de Sevilla - Espanha); “um pianista soberbo, (...) um colorido e uma delicadeza magistrais, (...) mestria irrepreensível. Esmagador.” (ABC - Espanha); “um concerto pleno de expressão e emotividade” (Público – Portugal); “uma demonstração artística de alto quilate" (Muzica – Roménia); "Um general exibindo-se à frente das suas tropas, a orquestra sinfónica de Bodensee" (L’Est Républicain – França); “O toque delicado e profundo, o som quase imaterial transportaram o ouvinte para uma dimensão de sonho" (Corriere Valsesiano – Itália).
É detentor de vários prémios internacionais, nos concursos de: Senigallia – Itália, 1980 (2º), Viotti-Valsesia – Itália, 1981 (1º), Paloma O’Shea Santander - Espanha, 1984 (Menção honrosa), Epinal – França, 1985 (2º) e Maria Canals Barcelona - Espanha, 1985 (3º e Prémio especial Alberto Mozzatti).
Tocou em Festivais de renome (Enescu - Bucareste, Chopin – Paris, Santander), com importantes orquestras europeias (Filarmónica George Enescu – Bucareste Arthur Rubinstein – Lodz, Filarmónica de Halle, Bodensee-Symphonie-Orchester – Konstanz), colaborando com conceituados maestros (Mandeal, Stupel, Koncz, Dubrovski, Minsky, Stephenson, Beissel, Tardue, Wehner, Benetti, Bellugi, Muratori).
Em 2006 doutorou-se em música na Universidade Nacional de Música de Bucareste, com a tese A música portuguesa para piano.
Vive em Portugal desde 1991 e é professor de piano na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto.
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